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	<title>Minha vida daria um livro...</title>
	<subtitle type="html">Eu estou muito cansada, do peso da minha cabe&#231;a, destes dez anos passados, presentes, vividos, entre o sono e o sonho. Quero uma balada nova, falando de brotos de coisas assim, de banho de lua, de ti e de mim... "Belchior"</subtitle>
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	<tagline>Eu estou muito cansada, do peso da minha cabe&#231;a, destes dez anos passados, presentes, vividos, entre o sono e o sonho. Quero uma balada nova, falando de brotos de coisas assim, de banho de lua, de ti e de mim... "Belchior"</tagline>  
	   
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Amor Plat&#244;nico sempre.</title>
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		    <updated>19.07.07 20:28:34</updated>
		    <published>19.07.07 20:20:54</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Sempre tive medo de me entregar ao amor. Na verdade, tive medo de ser amada e por isso nunca me permiti ser conquistada. Sempre amei meus amores plat&#244;nicos, pois desta forma n&#227;o precisaria inventar mecanismos para fugir deles. Sempre tive a certeza real de que meus amores jamais seriam correspondidos, e isso me fez muita falta. Claro que apenas hoje confesso essa falta, e &#224;s vezes, na maior parte do tempo continuo a dizer que n&#227;o quero ser amada mesmo. Acredito realmente que o amor &#233; um sentimento que est&#225; presente apenas no mundo das id&#233;ias e jamais poder&#225; ser alcan&#231;ado pelo mundo dos sentidos, e acreditando religiosamente nesta afirmativa plat&#244;nica, n&#227;o vejo motivos para perder o meu tempo cultivando relacionamentos ocos com as pessoas que teimam em cruzar o meu caminho.
Quem me conhece direito sabe que eu tenho uma voca&#231;&#227;o especial para sofrer, levo a s&#233;rio a m&#225;xima que diz que o sofrimento enobrece o homem, e desta forma costumo imaginar quantas das&#160;tantas pessoas que passaram pela minha vida compartilhavam deste mesmo pensamento plat&#245;nico, quantas conversas perdidas, quantas noites de ins&#244;nia poderiam ter sido divididas a contemplar a imensid&#227;o do universo, quantas..., tantas,....
Hoje mais uma vez sinto-me interessada por algu&#233;m. No come&#231;o estava feliz com as possibilidades de impossibilidades, mas hoje j&#225; n&#227;o tenho certeza. Ainda n&#227;o estou pronta para me dividir, n&#227;o sei se estarei um dia, acredito mesmo que j&#225; fui partida em tantos peda&#231;os que restam apenas part&#237;culas indivis&#237;veis de mim. S&#243; poderei descobrir com o tempo. E este tempo n&#227;o posso comandar.
Beijos.</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Lembran&#231;as, sonhos, d&#250;vidas...</title>
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		    <updated>18.07.07 23:06:46</updated>
		    <published>18.07.07 22:58:59</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Lembro-me remotamente que um dia sonhei sonhos de amor, de um amor doce e puro que de certa maneira conduziu toda a minha experi&#234;ncia de proximidade com o outro de maneira geral. Hoje n&#227;o sei se essa lembran&#231;a &#233; verdadeira ou se ela &#233; apenas um reflexo de minha saudade infantil de um amor infantil que teve seus caminhos ceifados pelo preconceito e por uma falta de excr&#250;pulos que ainda n&#227;o sei se sou capaz de transcrever aqui. Come&#231;arei pelas minhas recorda&#231;&#245;es da inf&#226;ncia.
&#160;Houve uma &#233;poca em que eu fui t&#227;o feliz que acreditava estar vivendo em mundos paralelos onde a porta de conex&#227;o era o amor que eu sentia quando ouvia aquele assovio pelas ruas da pacata cidadezinha de Cardeal da Silva, munic&#237;pio de Entre Rios, Bahia. O dono do assovio era Romenil, ou apenas Dindo, um dos meninos da cidade, meu grande amor de inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia. Esse era o an&#250;ncio de que ele estava me vendo e que pensava em mim. Aquele assovio causava em mim um reboli&#231;o interno t&#227;o intenso que me projetava de qualquer lugar que eu estivesse para o p&#233; e am&#234;ndoas perto da casa de Tia Glorinha, onde costum&#225;vamos todos nos escondermos, descansarmos ou apenas passar o tempo. E l&#225; naquele t&#227;o pequenino espa&#231;o, o meu mundo era infinitamente maior que todas as ruas de todas as cidades. A inoc&#234;ncia das brincadeiras na Prefeitura, o desajeitado primeiro beijo, a descoberta do sentimento ainda n&#227;o tocado pelo pecado. Pena ter sido assim. Ah, como passei anos de minha vida punindo a minha falta de pecados. Queria mesmo era eu ter pecado muito, teria sido bem menos doloroso do que ter sido violentada pelo pecado do outro.
Por hoje n&#227;o tenho como escrever mais, no entando voltarei a contar a hist&#243;ria do bicho pap&#227;o que ainda pesegue meus sonhos assim que tiver condi&#231;&#245;es. </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">O sonho de toda m&#227;e...</title>
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		    <updated>18.07.07 22:41:35</updated>
		    <published>18.07.07 22:32:10</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Hoje &#224; tarde na hora do almo&#231;o n&#227;o tinha nenhuma comida pronta em casa, e na verdade pouca coisa havia para ser feita. Meu filho chegou da escola e desta vez n&#227;o foi pra casa do pai, onde ele almo&#231;a quase todos os dias. Fiquei sem sabe o que fazer, mas como tinha ovos e lingu&#237;&#231;a, e ele adora omelete, resolvi preparar uma bem caprichada pra ele. Fiz um pouco de macarr&#227;o parafuso que tinha sobrado do almo&#231;o que minha m&#227;e fez quando esteve em Salvador, e coloquei na &#225;gua um caldo de carne pra dar gosto. Arrumei tudo num prato bem decorado, escrevi o nome dele com catchup, enfeitei com queijo ralado, enrolei os talheres, coloquei o prato na bandeja de copos da casa e levei pra ele no quarto. Quando meu filhote viu aquela bandeja, j&#225; me abriu aquele sorriso, quando experimentou, me olhou bem no fundo dos olhos e disse: "&#160;- Mam&#227;e, s&#243; eu tenho uma m&#227;e que sabe fazer essa comida maravilhosa, meus coleguinhas n&#227;o tem uma m&#227;e que faz comida s&#243; pra eles, n&#227;o. E s&#243; eu tenho uma m&#227;e linda, bonita e maravilhosa como voc&#234;. Me d&#234; um abra&#231;o bem forte e um monte de beijos. " Ser&#225; que existe recompensa maior em fazer as coisas com amor??? Mesmo que se tenha poucos recursos materiais, recursos amorosos jamais h&#227;o de faltar. 
Te amo meu&#160; filho. Muito mais dos que a soma de todas as estrelas multiplicadas por todas as gotas do mar. </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Inqueita&#231;&#245;es</title>
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		    <updated>18.07.07 22:42:16</updated>
		    <published>18.07.07 01:14:22</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Inquieta&#231;&#245;es Certa de que vivendo em meu universo particular permaneceria imune &#224;s dores do mundo, mais uma vez enganei-me. Apenas mais uma vez, de tantas outras que certamente me enganarei. Dem&#244;nios vivem a me cutucar, a me corroer as entranhas afim de sempre me colocar em posi&#231;&#245;es que requerem uma nova postura em rela&#231;&#227;o &#224; vida. E n&#227;o me fa&#231;o de rogada, mantenho-me firme no prop&#243;sito de deixar &#224; humanidade o meu legado. &#201; exatamente por causa disto que ponho-me a escrever, para que todos possam encontrar um pouco de si em cada pouco de mim e em cada peda&#231;o de vida que houver. Hoje descobri o verdadeiro motivo da minha infelicidade, percebo agora t&#227;o claramente que ela nada mais &#233; que uma grande inquieta&#231;&#227;o em rela&#231;&#227;o &#224;s coisas do mundo. Vejo-me descontente com a realidade que me cerca, com as pessoas que vejo diariamente, casualmente ou n&#227;o, pela primeira ou en&#233;sima vez. Qu&#227;o dif&#237;cil &#233; aceitar os fatos como eles s&#227;o e por causa desta dificuldade t&#227;o peculiar, vivemos a enfeitar a realidade com la&#231;os coloridos que tantas vezes se sujam ao entrar em contato com as cores reais. Mas que cores s&#227;o estas? E porque deixariam de ser coloridas? Escolhemos as cores, pintamos nossos cen&#225;rios e criamos pap&#233;is para os atores que escolhemos para compor nossa pe&#231;a. O engra&#231;ado de tudo isso &#233; que deixamos de entregar o texto a esses atores, mas cobramos que eles atuem com excel&#234;ncia para que possamos ganhar o Oscar da vida bem sucedida. E tantas vezes nos encontramos ainda assim infelizes, insatisfeitos. Em verdade, desejamos tornar real a nossa rela&#231;&#227;o com o mundo, mas agimos com o mundo de maneira desonesta e ele apenas reflete em nossa vida a mensagem que mandamos, s&#243; que pintada com as cores reais. Quando vemos o retorno, julgamos-nos injusti&#231;ados, pagadores de lastim&#225;veis penitencias cobradas pelo divino por obras mal feitas durante sucessivas idas e vindas. Como aquietar-se apenas com estas afirma&#231;&#245;es? Elas servem apenas para me fazer questionar mais e mais o Grande Poder que nos move. Questionar no sentido de querer conhecer a verdade mais pura e n&#227;o apenas apegar-me a defini&#231;&#245;es criadas para amedrontar ou justificar todos os atos de uma vida. Tenho certeza plena de que nesta vida n&#227;o alcan&#231;arei a verdade universal e absoluta, e esta resigna&#231;&#227;o nada tem a ver com assumir a falta de compet&#234;ncia em pensar ou tirar conclus&#245;es ou apenas t&#227;o somente crer e sim com a complexidade de que muito h&#225; para se descobrir e pouco se tem feito para tal, j&#225; que usamos para todas as coisas a justificativa de que h&#225; um Deus e que Ele &#233; simplesmente o ponto final de todo questionamento. Juliana Matos, em 04/06/07 </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Vida nova, blog novo.</title>
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		    <updated>18.07.07 22:43:09</updated>
		    <published>18.07.07 01:02:35</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Minha vida mudou. E como. N&#227;o lembro bem quando tudo come&#231;ou, mas a cada dia, me certifico da nova mulher em que me transformei. Perfeita??? Ainda estou longe de ser, no entanto, confiando na eternidade, ainda tenho tempo para aperfei&#231;oamentos. Come&#231;o agradecendo a cada pessoa que contribuiu positivamente com a costru&#231;&#227;o desta nova mulher. As contribui&#231;&#245;es negativas que tornaram-se positivas, eu relato posteriormente. Agrade&#231;o ao meu filhote Max Gabriel,&#160;a minha prima amada Yasmine, a minha vizinha Amor Zuleide, Andr&#233; Lu&#237;s, &#193;urea Virg&#237;nia, Ant&#244;nio Paulo, Sr. Castro, Melissa, Luciana Ventura, Daniela, Pr&#243; Jac&#233;, e tantos outros... 
Gra&#231;as a estas pessoas que depositaram em mim a confian&#231;a de transmitir um pouco do seu legado, estou aqui hoje, viva e cheia de esperan&#231;as.</content>
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